domingo, 17 de junho de 2007

amamentação e introdução de aliementos




Sendo nutricionista e defensora do aleitamento materno e assim, tendo a instrução correta de como agir nessa nova situação, senti-me primeiramente segura.
No início da amamentação tive dificuldades, pois sentia dores, mas sempre tive em mente as vantagens do aleitamento materno e que estava beneficiando a minha filha e que também ninguém a não ser eu poderia fazer isso por ela, e porque não?
Quinze dias incomodada com as dores, mas, depois a recompensa, o famoso prazer em amamentar, fato inexplicável a quem não teve a oportunidade (sinto muito, homens...rsrsrs).
A Luiza mamou por 2 anos e 8 meses, período suficiente para nós. Exclusivamente até o sexto mês e depois introduzimos gradualmente os alimentos.
Vale lembrar que o aleitamento materno deve ser realizado até os 2 anos de idade ou mais, dependerá do binômio (mãe e filho).
A introdução dos alimentos foi uma grande expectativa, porque introduzir remete ao novo, novidade, conhecimento e assim o foi.
Iniciamos de forma correta, ou seja, com os sucos de frutas. A carinha da Lú é inesquecível, característica da expressão facial de bebês experimentando novos alimentos, como se estivesse negando. Continuei com os sucos, passei para as papas doces e logo as salgadas.
Com as papas salgadas tive muitas recusas, mesmo porque o bebê tem em seu paladar a afinidade por alimentos adocicados, mas fui em frente, apresentando a papa de forma repetitiva.
Durante meses a Luiza não teve uma alimentação satisfatória, pois recusava comer a quantidade necessária da papa salgada, comia uma ou duas colheres (de café) e já se dava por satisfeita. Eu?... Imaginem, insatisfeitérrima, chorava (não em frente a ela), culpava-me, para se sucinta frustrei-me, eu como uma nutricionista que se identifica com a nutrição na infância e adolescência passar por uma situação desta, ah, não, não pode ser, mas, passei utilizando-me do meu conhecimento técnico e científico, consegui depois de algum tempo com que a minha filha comesse bem, ou seja, comia qualitativamente e quantitativamente o necessário para que não houvesse comprometimento em seu crescimento e desenvolvimento.
Aprendi na prática que a criança tem sua hora, seus limites e que devemos respeitar, não é porque está escrito na literatura que será desta forma, há exceções e devemos ter o bom senso de trabalhar com elas e dosarmos da forma mais particular de cada criança.
Por fim, atualmente ela é uma menina saudável, linda (lógico, não poderia faltar este adjetivo a ela, sou a mãe...rsrsrs), uma criança que não foge das normalidades ditadas pela sociedade médica.

Vanessa G. U. de Oliveira
Nutricionista
Especializanda UNIFESP – Nutrição na Infância e Adolescência
Telefones: 11 6262 3820 ou 9887 7808
e-mail: v_grace@uol.com.br

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